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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Falando do António da Costa Mestre, de Mértola... pelo Pica Sinos

O MESTRE QUER ABRAÇAR TODOS EM OVAR OU EM SUA CASA QUEM O DESEJAR Não creio que fosse meu propósito ouvir uma gravação, guardada num dos cantos da gaveta, onde vários camaradas das transmissões cantam e “dissertam”, num ambiente de festa e de confraternização, em Tite, no ano de 1967. Com a existência do Blog do Bart 1914, a pedido de “várias famílias”, essa gravação foi “desenterrada” ficando disponível vários meses no nosso blog, “pifando” no final do prazo que o “servidor” (sem custos) permitiu, confiante que, para regalo de todos, um dia destes possamos, novamente ouvir brilhante gravação, principalmente aqueles que foram os protagonistas e ainda a desconhecem. Um desses protagonistas foi o António Mestre, este homem, que Mértola o viu nascer à 63 anos….e à 40 anos cantava assim: Adeus velho B.C.5 Que em breve te vou deixar Adeus velho B.C.5 Que em breve te vou deixar Vou deixar-te B.C.5 Vou partir para o ultramar. Vou deixar-te B.C.5 Vou partir para o ultramar. Quando ao telefone conversamos, não haviam respostas, só perguntas por muitos camaradas que a sua mente brilhantemente guarda. A sua voz estava embargada. “Sentia” que os seus olhos choravam de felicidade. Este homem que quando jovem lavrou terra com mulas e tinha as mãos calejadas pela foice. Foi imigrante na Alemanha até 1982, trabalhando actualmente por conta própria no transporte de produtos de, e para a terra. Tem uma filha e um neto, o João com 5 anos. Referiu ainda a morte há 37 meses de uma menina, sua neta com 10 anos, sofria de paralisia cerebral profunda devido ao parto mal conseguido. Continuando disse que …ainda não “esqueci” a roupa que emprestei ao Esmoriz quando da chegada a Lisboa. Era suposto que a família do camarada o fosse esperar. Não aconteceu, tive, como outros, que dispensar alguma roupa para que não fosse “descomposto” até casa…. (risos) O Mestre, este homem que foi rádio/telefonista, promete que quer abraçar todos os que possa encontrar em Ovar, ou em sua casa sempre quem o desejar. Pica Sinos

1 comentário:

Leandro Guedes disse...

Há dias recebi um telefonema do Mestre.
"estou, dizia ele. Quem fala? Eu disse é o Leandro Guedes". Calou-se, chorou, suspirou...Estivemos algum tempo sem conseguirmos falar um com o outro. Depois acalmando a conversa lá se desenrolou e tal como diz o Pica, ficou um até breve em Ovar.
Mas ficou-me a sensação que o Mestre pode ser o autor do poema "Drama da Unidade" que o Cavaleiro nos enviou, devido a estas 2 quadras agora publicadas.
Um abraço
Leandro Guedes