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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes, furriel milº Angola ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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"NINGUÉM DESCE VIVO DUMA CRUZ!..."

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Cavaleiro abriu o seu baú...

Pica, O tal dia parece ter chegado! Mas…….nada de deitar foguetes! Julgo ter mais algumas coisitas no “baú”!! Vê lá se as fotos anexas te dizem alguma coisa. Há pelo menos duas pessoas que mereceriam ser recordadas, o Rato e o Heitor. Para eles esta é a minha mais singela e saudosa homenagem. Personalidades diferentes. Com o primeiro tive o prazer de conviver e viver discretamente os últimos dias antes do embarque, como se fossem as últimas horas das nossas vidas. Éramos dois provincianos. Eu de Viana o Rato de Viseu. Em Tite era um dos meus companheiros preferenciais nos desabafos dos bons e dos maus momentos; gostava da sua postura como homem e colega. Dava gosto falar com ele. A sua morte por tão trágica e cruel abalou-me muito. O Heitor. Com o Heitor foi diferente. Apenas o conheci no Uige. Passei em Tite belíssimos momentos de sã e pura camaradagem. Éramos com toda a certeza os mais “medrosos” lá do sítio, razão pela qual……..tínhamos lugares cativos no abrigo, a partir das 6/7 horas da tarde (nem jantávamos!!!). E aí…….só quem esteve presente (não éramos só nós, pois havia mais “cagados”), teve a oportunidade de apreciar o Heitor e o seu fino requinte como contador das histórias da sua vida civil e outras, já como militar durante o período da constituição do Batalhão, período esse em que não tive a oportunidade de o conhecer. Não cansava ouvi-lo durante horas seguidas. Tinha piada, era culto, amigo e muito humano. Foi mais do que PAI daquela gente das tabancas! É verdade que ficou “apanhado” mais cedo do que seria normal, mas nunca perdeu o seu saber estar e a sua disponibilidade para ajudar. E quem não ficou “apanhado”?!!! O Rato e o Heitor recordo-os muitas vezes. Deixaram-me muitas saudades. Entendes agora a razão pela qual não gosto de mexer nesta coisa?!!! Sou um sentimentalão! Nas fotos anexas está muita malta que nunca mais vi, outros que deixaram de comparecer ao nosso almoço anual. O furriel Gomes (era colega de transmissões, de uma companhia operacional que passou por lá). O Duarte, julgo que era cabo cripto/transmissões, era do Porto. Julgo que também pertencia a uma companhia operacional. Os sargentos Patinho, Araújo, Bico, Ramos, o furriel Luis, etc.. Sobre o Alferes Carvalho já tu escreveste qualquer coisa. “Prontos”!! Já cumpri parte da minha obrigação! Bjs e abraços, Cavaleiro

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