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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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domingo, 9 de novembro de 2008

Sobre o Palma... pelo Pica Sinos

O “PALMA” E A BALA TRACEJANTE Manuel Palma, o “Palma” como nós o tratávamos em Tite, foi 1º Cabo de Abastecimento de Material de Guerra. Era à época o responsável pelo depósito/barracão que aquartelava o material bélico, ligeiro e pesado. Também pela existência, distribuição e reposição do mesmo. O “Palma” era talvez o mais “irrequieto” de todos nós. Em todas as “operações para gástricas ou estomacais” que no perímetro do quartel eram desenvolvidas, e que em sede o Blog do Bart 1914 já relatou algumas, era difícil o “Palma” não ser o mentor ou co-responsável das manobras. O “seu” barracão, era também, o local privilegiado para a montagem dos repastos que lhes seguiam, servindo algumas vezes de “casino”. Mas a minha conversa com o “Palma”, no passado dia 6 de Novembro de 2008, num restaurante em Almada, não começou exactamente com o passado em Tite. Este homem, natural da terra que viu Catarina Eufémia viver e morrer quando lutava por pão e trabalho, Baleizoeiro, veio para Lisboa/Moscavide aos 6 anos de idade, filho de operário da Covina, começando por me confidenciar que nos tempos de menino e moço, com 11/12 anos, foi aprendiz de Ourives. De muito que cavaqueámos, recordámos as aulas à noite na Escola Veiga Beirão, com o Bairro Alto por perto. Falámos da sua família, das suas filhas, com principal destaque da Rita com 14 anitos e ainda da reforma que está por perto. Mas já tínhamos praticamente comido o nosso bacalhau à Brás, e despejada uma garrafa de tinto da região do Alentejo, quando começamos, então, a recordar os tempos na Guiné, havendo um momento que por muitos anos que o “Palma” viva, jamais esquecerá e rememorou: … Foi a 19 de Julho de 1967, já estava deitado na cama montada a um dos cantos no barracão, onde trabalhava, quando pela primeira vez somos flagelados... …Na balbúrdia, de espanto e medo, só tive tempo de me deitar no chão, sem antes ter aberto as portas do armazém para facilitar o “sistema self servi” de quem por ele necessitasse, sendo obrigado a assistir ao “bailado” das balas tracejantes de 12 mm, que teimavam em furar o tecto do “meu” barracão… …Uns centímetros acima da almofada onde costumava deitar a cabeça, e pendurar os meus calções, assim como o cinto que normalmente os seguravam, depois da refrega, verifiquei que uma dessas balas os tinham furado, e decerto a cabeça caso não tivesse optado por me deitar no chão…. Pica Sinos
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