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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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terça-feira, 14 de outubro de 2008

O Botas... pelo Pica Sinos

A NADO PARA CASA…NUNCA!
O Fernando Botas, o “Botas” como nós o tratávamos em Tite, é filho de operário da CUF, sendo natural de Soure, junto a Coimbra, vive, desde os dois anos de idade, na cidade do Barreiro. Aqui casou e constituiu família. O Botas, não chegou a Tite com o Bart 1914, veio dois meses depois da sua recuperação física. Este atraso foi motivado pelo acidente que sofreu na Serra da Carreira, por ocasião das manobras deste agrupamento militar que também incorporava. O acidente causou a morte de dois camaradas, porque lhes ocorreram, aos três, depois do almoço, procurar no campo minado de bombas por rebentar, invólucros das granadas de morteiros, com o intuito de construírem bases para candeeiros. Este condutor, “classificado” em Tite como fiel de armazém de oficina auto, foi, e é um Homem de grande humildade. As histórias que no passado contava tinham nele um encanto especial, não ria, mas ao contá-las “teatrava” com expressões corporais que faziam rir a bom rir. É, e sempre foi um grande amigo de todos. Este nosso camarada, sempre bem disposto, no recente almoço em Peniche, animado por muitas recordações, contou-nos uma história, recente, que caracteriza bem o seu feitio. Entusiasmado pelo o anúncio da Câmara Municipal de Lisboa, de que as Galerias Romanas, na Rua da Prata em Lisboa, este ano, estavam abertas ao público durante três dias no mês de Setembro, não foi de modas, num ápice, veste-se, calça-se, carteira no bolso, e vai de apanhar o barco que liga o Barreiro a Lisboa. Já bilheteira verificou que o dinheiro, que levava na carteira, não era suficiente para pagar o transporte no barco na modalidade de ida e volta, …faltavam 22 cêntimos… mas qual quê? O anuncio era deveres entusiasmante e mobilizador, pois tais Galarias, construídas pelos romanos na primeira metade do século I a.C., e redescobertas em 1771 durante a reconstrução da cidade de Lisboa na sequência do terramoto de 1755", fez-se “clic” na cabeça do Botas….não podia estar mais um ano à espera de visitar algo que nunca viu… optou por comprar o bilhete da passagem só para a ida…depois logo se via do regresso…. Segundo disse, pouco incomodado ficou, com o espanto de alguns passantes, ao verem-no procurar, por alguns cêntimos, esquecidos pelo chão. Pela grelha que levantou ao avistar 10 cêntimos perdidos lá bem do fundo do buraco, e da pergunta do empregado do metropolitano quando o apanhou a meter os dedos nas cavidades das máquinas para retorno das moedas em excesso…que faz o Sr.?....procuro cêntimos esquecidos para pagar o bilhete do barco para o Barreiro disse…. Sabem uma coisa? O Botas, na sua calma, conseguiu o valor necessário para retornar a casa sem ser a nado. Pica Sinos .

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