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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra colonial.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Mortos na Guerra Colonial, em Torres Vedras


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

RECONHECIMENTO

ESTES SÃO OS EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART. FALTAM AQUI OS EMBLEMAS DAS UNIDADES DA ARMADA E DA FORÇA AÉREA QUE TANTAS VEZES FORAM AO ENXUDÉ, A TITE, A NOVA SINTRA E OUTROS AQUARTELAMENTOS, PARA ENTREGA E LEVANTAMENTO DE CORREIO, REABASTECIMENTOS DE GÉNEROS E MATERIAL BÉLICO E OUTRO DIVERSO, OU PARA EVACUAÇÃO DE MORTOS E FERIDOS E TAMBÉM PARA FLAGELAÇÃO DO IN. E AINDA VÁRIAS UNIDADES DE INTERVENÇÃO RÁPIDA TAIS COMO PARAQUEDISTAS, FUZILEIROS, COMANDOS E OUTRAS COMPANHIAS, PELOTÕES OU SECÇÕES, PARA AJUDA EM MOMENTOS MAIS DIFICEIS.

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sábado, 13 de setembro de 2008

"Choro" na Tabanca de Tite em 1968 Assim se designava a cerimónia fúnebre, aquando da morte de algum familiar. O batuque durava 24 horas, e entre outros efeitos cerimoniais, as mulheres aplicavam lama dos cabelos, e pinturas na cara. Abatia-se uma vaca, que ficava no recinto durante o tempo de duração do ritual, sendo depois esquartejada, e cada participante no "Choro" levava um pouco do animal. Várias vezes aconteceu ouvirmos no dia seguinte a termos sofrido um ataque, os batuques à distância, indício de que tinha havido mortos nas tabancas controladas pelo PAIGC no ataque da véspera. O batuque começava num ritmo lento e aumentava progressivamente no período de 24 horas. Os homens tocadores dos Bombolom
(troncos de árvore escavados no interior com uma abertura estreita no topo) eram batidos frenéticamente por vários elementos, conforme a sua importância social na tabanca. Esses "batuqueiros"estavam permanentemente a beber vinho de palma e aguardente, o que lhes provocava uma euforia tremenda que se refletia na intensidade e frenesim com que tocavam. Assisti uma vez a um destes rituais, e ainda recordo a tremenda sensação de toda aquela vivência. O ritmo do batuque entranhava-se-me de tal forma que eu tremia da cabeça aos pés, e sentia um ímpeto enorme que quase me fez saltar para o meio deles !!
Zé Justo

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