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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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sábado, 13 de setembro de 2008

"Choro" na Tabanca de Tite em 1968 Assim se designava a cerimónia fúnebre, aquando da morte de algum familiar. O batuque durava 24 horas, e entre outros efeitos cerimoniais, as mulheres aplicavam lama dos cabelos, e pinturas na cara. Abatia-se uma vaca, que ficava no recinto durante o tempo de duração do ritual, sendo depois esquartejada, e cada participante no "Choro" levava um pouco do animal. Várias vezes aconteceu ouvirmos no dia seguinte a termos sofrido um ataque, os batuques à distância, indício de que tinha havido mortos nas tabancas controladas pelo PAIGC no ataque da véspera. O batuque começava num ritmo lento e aumentava progressivamente no período de 24 horas. Os homens tocadores dos Bombolom
(troncos de árvore escavados no interior com uma abertura estreita no topo) eram batidos frenéticamente por vários elementos, conforme a sua importância social na tabanca. Esses "batuqueiros"estavam permanentemente a beber vinho de palma e aguardente, o que lhes provocava uma euforia tremenda que se refletia na intensidade e frenesim com que tocavam. Assisti uma vez a um destes rituais, e ainda recordo a tremenda sensação de toda aquela vivência. O ritmo do batuque entranhava-se-me de tal forma que eu tremia da cabeça aos pés, e sentia um ímpeto enorme que quase me fez saltar para o meio deles !!
Zé Justo

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