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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes, furriel milº Angola ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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"NINGUÉM DESCE VIVO DUMA CRUZ!..."

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Machu Picchu - esclarecimento

Meus amigos
A titulo de esclarecimento quero rectificar um erro que cometi - é que a cidade Inca de Machu Picchu, fica no Perú (América do Sul) e não no México como erradamente referi.
As minhas desculpas a todos.
Abraços
Leandro Guedes
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domingo, 28 de setembro de 2008

10.000 visitas

O objectivo do Pica Sinos, de termos 12.000 visitas até ao fim do ano, vai-se concretizar.
Pena que essas visitas não se traduzam em participações activas neste blog.
Temos visitas dos quatro cantos do mundo e por isso não vamos desanimar!
Esperemos por aqueles que ainda vão aparecer...
Abraços
Leandro Guedes
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nota - num só dia tivemos 109 visitas...
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sábado, 27 de setembro de 2008

Óh Costa, porta-te bem...

Bom dia!!! Meus amigos!! Este é para vos dar conhecimento que me foi confirmado ontem pela jornalista Mariana, para eu e a minha madrinha de guerra estarmos presentes no programa de 5 de Outubro, a ser apresentado pela Catarina Furtado. Segundo me falaram, este novo programa, que vai pro ar este Domingo 28, pelas 21.30, é um programa diferente de tudo o que foi feito até hoje em TV (ou não fosse por minha causa!!!Rrrriiissos) mas o melhor é vcs verem amnhã como é. Não sei ao certo os que nos espera lá em 5 de Outubro na RTP. Pediram-me pra chegar ao início da tarde pra fazer o guião e as marcações de som etc!! Um abraço de bom fim de semana Costa -------------------- Malta O Costa vai à televisão (RTP) para ser entrevistado pela Catarina Furtado no próximo dia 5 de Outubro, pelas 21.30 Ou muito me engano ou o Costa vai outra vez "surpreender" o pessoal e desta feita em directo pela televisão. Creio que devemos estar atentos para não perdermos a oportunidade de o ver e ouvir contar coisas sobre a madrinha e naturalmente, também, episódios que lhe contou, (por carta) à época, sobre a sua vida em Tite. Ó Costa porta-te bem Um grande abraço Amigo Vamos todos torcer por ti. Pica Sinos
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Oh! Pica... Não exageres meu cara de c. Nem sei o que vou falar, só quando lá chegar ao que parece, é que vão ser acertados pormenores... No dia 11 em Peniche conversamos.... Abraço Costa
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Raul Pica Sinos disse... É pessoal, não sejam mauzinhos.Eu estou de acordo que o programa no passado Domingo foi muito fraco.Espero por melhores dias e com outra vivacidade nas entrevistas.
Mas não se esqueçam de algo bem importante,foi o nosso blog...que ao transcrever um texto sobre as Madrinhas de Guerra do Costa...veio permitir falar de Tite e da malta (pelo menos de um) do nosso Batalhão. E se não houvesse blog?
O nosso Costa e o Batalhão seria falado na TV? Tenho as minhas dúvidas.
Força Costa...dá-lhe forte Amigão
Pica Sinos
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Recordando Tite, pelo Zé Justo

Manuela Maria, Armando Cortez Francisco Nicholson A Guiné era de tal modo mal afamada, pelo que se conhece em termos de guerra, que alguns artistas, se recusavam a actuar e as próprias autoridades militares, faziam força de modo a evitar grandes riscos e problemas com a sua segurança . Estes três grandes nomes do nosso teatro, foram dos pouquíssimos que se dignaram actuar para as tropas combatentes neste teatro da Guerra Colonial. Zé Justo.
...a velhice é um posto !!
Zé Justo
...especialistas fazendo pré-verificação atenta da prontidão para cadência de tiro da Breda... :) :) :)
Aconteceu durante a recruta, no quartel da Serra da Carregueira Zé Justo
Google

Minas

As Minas Antipessoal e Anticarro, serão decerto das armas mais cruéis e destruidoras. Matam e mutilam sem piedade, sempre de forma traiçoeira e escondida. xxxxx As imagens no formato pequeno, são muito duras, como dura é a guerra, mas são mostra da triste realidade que tanta juventude sacrificou.

Zé Justo

...sempre África...
Um T-6 e uma situação insólita !! O T-6 que se vê na foto, aterrou de "papo" ??!! Aconteceu em Angola em 1969 e foi-me narrado pelo meu maior amigo. Soldado na altura, sempre foi estudante esforçado, acabou o 5ª ano em Luanda, continuou os estudos, e é hoje um prestígiado advogado. É um excelente conversador e recordamos muitas vezes histórias daqueles tempos de guerra. Por tal, que me perdoem, mas não resisti a este pequeno intróito. Ora este T-6 fez-se ao aérodromo da Companhia onde estava o meu amigo, e como habitualmente o pessoal deslocou-se para manter segurança. No entanto todos ficaram espantados ao ver que o aparelho se fazia à pista, voando cada vez mais baixo, mas...COM OS TRENS DE ATERRAGEM RECOLHIDOS !! Todos pensaram que seria uma aterragem de emergência, por avaria nos sistemas, e apressaram-se para o avião. Quando chegaram junto, viram o piloto no cockpit muito branco e quase em estado de choque. Questionado sobre o sucedido, explicou um pouco incrédulo: - Andei toda a manhã com uma DO (Dornier de trem fixo) e não é que mentalmente bloquiei e nem me lembrei que estava a pilotar um T-6 (trens retráteis) !! Já não recordo como foi resolvido o caso, mas ainda hoje quando me lembro e revejo esta foto, não deixo de pensar que, até, talvez não seja tão impossível de acontecer, e quantos de nós de outra forma não vivemos situações semelhantes. Zé Justo
Em 1976 frequentei uma "colónia de férias" na Praia de Mira, uma localidade simpática algures entre a Figueira da Foz e Aveiro. Lembro-me muito bem de assistir a frequentes passagens dos T-6 que estavam estacionados na base de S. Jacinto, cerca de 30 km a norte da Praia de Mira. Quase sempre voavam junto à linha de costa e, muito melhor do que isso, voavam bem baixo. Na altura tinha 7 anos e, apesar da paixão pelos aviões já existir, ainda não sabia o nome do avião, facto que me deixava imensamente aborrecido pois queria dizê-lo aos colegas da colónia, mostrando-lhes que para além de gostar dos aviões, sabia coisas sobre eles, sobretudo os seus nomes. Não foi fácil de saber. Talvez só mais tarde, 3 ou 4 anos depois é que fiquei a saber que eram os T-6. Curiosamente, obtive essa informação de um familiar através da explicação do barulho do T-6. Disse eu, desconhecendo totalmente a veracidade da designação, que "são uns aviões cinzentos com o nariz vermelho, a hélice e que quando passam, fazem um ronco". Na mouche. Dito isso, o meu interlocutor afirmou, sem rodeios e com um largo sorriso "são os T-6 e são conhecidos precisamente pelo seu característico ronco!" Posto isto, é sempre com uma enorme emoção que vejo/revejo os T-6 nos festivais aéreos, seja em exposição, seja em voo e o seu ronco, ainda hoje me causa um arrepio de emoção! Missão cumprida por: António Luís às 11:50 Notam: , , ,

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Concerto do Coro Russo "Credo", em Torres Vedras

DIA INTERNACIONAL DA MÚSICA
Camerata Vocal de Torres Vedras em actuação conjunta com o
Coro de Câmara "Credo", da Russia
dia 1 de Outubro de 2008 – 21.30h
Igreja da Misericórdia - Torres Vedras
Entrada Livre
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...para que as gerações futuras não esqueçam...

Aos jovens dos tempos de Salazar apenas restava como futuro, a Guerra em Angola, na Guiné ou em Moçambique... ou ainda a fuga a salto para as Franças deste mundo....... Perfilados de medo, agradecemos o medo que nos salva da loucura. Decisão e coragem valem menos e a vida sem viver é mais segura. Aventureiros já sem aventura, perfilados de medo combatemos irónicos fantasmas à procura do que não fomos, do que não seremos. Perfilados de medo, sem mais voz, o coração nos dentes oprimido, os loucos, os fantasmas somos nós. Rebanho pelo medo perseguido, já vivemos tão juntos e tão sós que da vida perdemos o sentido… Alexandre O'Neill
AOS MORTOS DA GUERRA DO ULTRAMAR Inaugurado em Fevereiro de 2000, 26 anos depois de terem terminado as Guerras do Ultramar, é da autoria de Carlos Guerreiro e Batista Barros. Homenageia todos aqueles que morreram em combate na Guerra do Ultramar, entre 1961 e 1974. A parede em redor do monumento está revestida com cerca de 180 placas onde estão gravados os nomes dos cerca de 9 000 ex-combatentes mortos em combate.
Monumentos aos mortos na Guerra do Ultramar em todo o País Monumento

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Militares, ontem e hoje...

Com a devida vénia, transcrevo a seguir um artigo publicado no jornal Badaladas de Torres Vedras, pelo ex alferes miliciano de Infantaria da CART 1690, ANTONIO MARTINS MOREIRA, (hoje advogado). Esta Companhia fazia parte do nosso Batalhão, embora tenha sido enviada para outros locais diferentes do da CCS, como todos se lembram: Assistimos há dias, pelas estações de TV, ao regresso de um grupo de sessenta militares de uma missão no Afeganistão, no âmbito da NATO. Vinham sob o comando de um tenente coronel. Chegaram satisfeitos e felizes ao aeroporto militar de Figo Maduro, com a sensação do dever cumprido, tendo a recebe-los, com a visivel grande alegria, justificada, as respectivas familias e, certamente "alguma alta patente" do Exército. Relataram até à exaustãoo seu enorme sacrificio, no qual, durante os seis meses que durou a missão, até chegaram a sofrer uma emboscada do IN (Talibãs), que lhes causou dois feridos ligeiros! Estes militares, quando destacados para certas missões no estrangeiro, com maior ou menor risco, são sempre voluntários e ganham bem. Há cerca de um ano, com mandato das Nações Unidas, foi também destacado para a reconstrução do Libano, na sequencia de mais uma guerra com Israel, um contingente português de engenharia, composto por cento e vinte homens, comandado por um tenente coronel de engenharia. Na despedida e regresso, nestes e noutros sinilares, sempre o mesmo folclore em Figo Maduro, com generais e ministros a saudar e felicitar os nossos militares. Reconheço, o que aliás é público e notório, que as nossas Forças Armadas, em missões no estrangeiro (e também cá dentro) sempre se comportaram com elevado sentido de serviço público, com nobreza de carácter e galhardia, com um carinho especial para com a população que encontram nos vários teatros onde actuam, assim dignificando e elevando bem alto o bom nome e o prestigio do nosso país. Mas, para as centenas de milhares de veteranos da chamada Guerra Colonial ainda vivos, muitos deles a morrer à mingua pelas nossas aldeias mais recônditas, este aparato, esta encenação e este folclore constituem, em última análise, uma provocação, um insulto e uma humilhação gratuita. Ao contrário dos actuais expedicionários, os nossos Veteranos de guerra, salvo uma ou outra excepção, nunca foram voluntários para a guerra. Foram obrigados a combater contra os nossos irmãos africanos, que lutavam pela sua dignidade e independencia, e partiam com um saco cheio de nada, com "prés" de miséria, para teatros de operações totalmente adversos. Estes não se ofereceram, mas quando a Pátria os chamou, tudo largaram para a servir e apresentaram-se, aos magotes, vindos em autocarros ou em comboios para as portas de armas dos quarteis de incorporação, nas datas designadas. Para trás deixavam as familias, as enxadas, os campos, as fábricas, os escritórios e os bancos das universidades (os que iam para oficiais) e só voltavam passados cerca de três anos, sendo um de treino e dois de comissão. Naquele tempo, raramente se via uma alta patente nos embarques e desembarques. Um grupo de sessenta homens nunca era comandado por um tenente coronel que comandava um batalhão composto por cerca de oitocentos homens, sendo certo que para comandar sessenta homens bastava um alferes (e muitas vezes um 2º. Sargento ou um furriel) que, com frequencia comandava uma companhia, com cerca de cento e oitenta a duzentos efectivos. A pátria actualmente trata de forma condigna os seus militares, com uma atenção às vezes até excessiva e ridicula. Aos Veteranos da Guerra Colonial olha-os com desprezo, finge que não existem, como se constituissem um fardo que tarda a desaparecer, ao contrário dos paises civilizados, como os EUA, a França, a Inglaterra, a Bégica, que os tratam com respeito e a consideração adequados. Enfim, tempos diferentes e mentalidades diferentes a)- António Martins Moreira

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Com o devido respeito à Liga aqui anunciada
RELATÓRIO SOBRE A SITUAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NA GUINÉ-BISSAU - 2007

Imagens da Guiné Bissau

Zé Justo

As mudanças na adolescencia - pelo Pica Sinos

Quartel da Trafaria............................... Estação de comboios de Belém
Este texto do Pica, completa os dois anteriores. AS MUDANÇAS NA ADOLESCÊNCIA (III) NO FIM DA ADOLESCÊNCIA PRONTO PARA A GUERRA Com a recruta concluída, colocado no Regimento de Artilharia Ligeira nº 1, na cidade de Leiria, é-me ministrada a especialidade de escriturário. Para fazer face às despesas com as viagens nos fins-de-semana a Lisboa, organizo excursões cujo lucro era o preço do trajecto na ida e volta. Na segunda-feira seguinte, no regresso ao quartel, comigo transportava o avio da família; um naco de queijo, chouriço e umas latas de conserva: com sardinhas, com atum ou com pasta de carne, que a D. Georgina, minha mãe, não se esquecia, servindo de reforço às más refeições que era sujeito no aquartelamento. A muito custo, com o apoio do serviço social do bairro onde morava, o Bairro da Quinta das Furnas, meu pai é pela segunda vez internado na Casa de Saúde do Telhal. A família não teve outra alternativa. A preocupação com a evolução da doença é muita, a situação complicava-se nos dias que sucediam. Minha mãe, praticamente sozinha, enfrentava toda a problemática da loucura que assolava o meu pai já “queimado” pelo o abuso álcool. Quando em 16 de Setembro, já inaugurada a Ponte que liga Lisboa a Almada (Ponte Salazar, mais tarde 25 de Abril), sou colocado no Batalhão de Reconhecimento de Transmissões, na Trafaria (já desactivado), para tirar a especialidade de Cripto (especialidade esta que ainda hoje consiste na aplicação das técnicas que visam a transformação da escrita legível para ilegível, manual ou em termos mecânicos), as coisas começaram a serem melhores. Podia ver com mais frequência a “miúda” e os meus amigos, na medida em que só ficava no quartel quando em serviço. Naquele pequeno barco de madeira, que partia às 07,30 horas de Belém rumo à Trafaria, como era bonito de ver o “rasgar” das águas e o resplendor das madrugadas. Como era bonito ver o nevoeiro “rastejar” naquelas águas limpas do meu rio Tejo. Claro alguns de nós, depois da noite “agitada”, fazia a viagem a dormir. O dinheiro para pagamento da viagem era trocado pelo bilhete e colocado na boina que tapava a cara. Dado com pronto e colocado no Quartel-general (QG) da Região Militar, em Lisboa, em de Março de 1967, entre três cabos e dois sargentos, das muitas mensagens decifradas, quis o destino que fosse eu a decifrar as mensagens: uma, que ditava a minha mobilização para a Guiné e outra, dando nota da morte de dois soldados, por acidente de arma de fogo, no estágio das manobras do aperfeiçoamento militar da Companhia de Comandos e Serviços do Bart 1914, que viria a integrar. Não me apanhou de surpresa a mobilização! A situação era mais que previsível para os jovens militares da minha idade. Na verdade, sendo a incorporação militar obrigatória, só não eram mobilizados para a guerra os jovens incapacitados fisicamente. Já com o “carimbo” de mobilizado, após um curto período de férias com os meus mais chegados, despeço-me do meu pai com um abraço e um beijo, sabendo ambos que já não tínhamos a oportunidade de nos tornarmos a abraçar. Pica Sinos Com a devina vénia Imagem Google – unexpected-art.com

segunda-feira, 22 de setembro de 2008