.

--

Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes, furriel milº Angola ).

-

"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

-

"NINGUÉM DESCE VIVO DUMA CRUZ!..."

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial


.

.
.

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART
EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

Facebook

Para abrires o nosso FACEBOOK, clica aqui


______________________________________________________________

domingo, 24 de agosto de 2008

História de um "carocha"

Ao ler as aventuras e desventuras do Pica com o seu Carocha number one lembrei-me de uma, também com o meu primeiro... Correria para aí o ano de 1974/75, e seriam umas quatro e tal da manhã de mais uma noitada de sexta, quando me meto dentro do Carocha cinza com destino a casa em Carnaxide. Já no Alto das Amoreiras (ainda era o enorme parque de recolha e estacionamento dos autocarros da Carris e nem se sonhava com o Amoreiras Shoping) o carro começa aos soluços e para ??!!... Pensei numa avaria, mas olhando para o manómetro da gasolina reparo que o ponteiro estava no Super 0. Por sorte o carro parou mesmo no início da descida para as bombas de gasolina da Duarte Pacheco, e não foi difícil ir a "planar" rumo à ansiada gasosa. Como pormenor...estas noitadas ficavam caras, e invariávelmente no fim da festa pouco restava no bolso, o que era o caso, pois só tinha sobrado uma nota de 50$00 (0.25 €). Parei o carro junto a uma das bombas e logo veio solícito o empregado (velhos tempos, em que havia empregado, viam o óleo, a pressão dos pneus e ainda lavavam o vidro !!). Saí do carro, olhei para o empregado e disse : - Meta 45$00...ele olhou para mim com cara de espanto, mas eu retorqui: - Sabe. nunca meto muita gasolina...é que tenho medo das explosões !!. O Homem desata a rir, mas a bom rir, e passados alguns segundos volta-se para mim e diz: - Olhe que tenho ouvido muitas histórias...mas esta, é o máximo !!. Claro que ele já sabia que eu estava sem cheta, mas foi inpecável: - Olhe meu amigo, essa da explosão foi tão boa, que vou meter 100$00...é suficiente para chegar ao seu destino?...OK paga-me amanhã, chamo-me Freitas !! No outro dia Sábado, com muito sacrifício lá me levantei cedo da cama, meti dois palitos nos olhos para os manter abertos e rumei às bombas para meter mais gasolina e pagar o calote. Dei-lhe 150$00. O homem não queria, mas claro que insísti. Agradeceu e disse-me que já tinha contado a do "tipo da explosão" a tudo o que era gente conhecida. Nota: Pelos valores se terá noção do preço da gasolina nestes idos tempos. Zé Justo fotos Google

1 comentário:

Raul Pica Sinos disse...

Bom Justo

Esta assenta-te como uma luva.
Esta é mesmo do Justo que conheci.
Muito bom.
Esta com medo das explosões, defacto não lembrava a ninguem.
Tenho ideia que a malta tinha uma certa pancada pelos "Carochas" já o Guedes também o teve como 1º carro.
Será que haverá mais alguém com histórias com o carro da nossa juventude?
Conta mais Justão...Gostei