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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes, furriel milº Angola ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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"NINGUÉM DESCE VIVO DUMA CRUZ!..."

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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sexta-feira, 13 de junho de 2008

A manifestação dos camionistas

Como nem só de tropa vive o homem e para inicio de conversa eu não alinho no pensamento imanado dos politicos do governo ou da oposição, sejam eles quem forem e muitos menos de comentadores papagaios "que quando não sabem, explicam" nem tão pouco de jornalistas a maior parte das vezes mal informados e impreparados para as matérias que abordam nos seus longos telejornais.

Nos ultimos dias tem sido chique desancar nos camionistas - porque são incultos, porque não têm formação, porque se julgam com força suficiente para pararem o país.
E eles têm essa força, não se esqueçam!
Mas eu não o sendo, toda a minha vida profissional trabalhei de perto com camionistas, uns sendo patrões tendo empregados para conduzirem os camiões, outros sendo patrões trabalhadores, ou seja conduzindo as próprias viaturas.
E a ideia que tenho desta gente é de simpatia generalizada e de muito respeito pelo seu trabalho. Trabalham normalmnente em condições dificeis, a concorrencia é muita, são sugados diariamente pelos impostos do Estado e pela fiscalização da Policia, os preços que praticam são esmagados ao máximo não só pelos colegas que se "comem" uns aos outros, mas também pelos próprios clientes que sabendo da sua fragilidade, são eles mesmos a fazerem os preços dos fretes ou mesmo dos materiais a fornecer para não falar dos prazos médios de pagamento que impôem muitas vezes a rondar os 180 dias. Se falta cimento passam noites a fio à porta das cimenteiras. Se falta ferro passam horas a fio à porta das siderurgias. Se falta tijolo e telha, horas a fio à porta das ceramicas. Se o gasóleo está caro têm que ir a Espanha abastecer os camiões e os clientes não deixam actualizar os preços.
A sua dificuldade em andar nas estradas ditas nacionais é muita e só há meia duzia de anos a esta parte os restantes automobilistas, tendo mais consciencia do que é a dificuldade de conduzir um camião, são mais simpáticos para com os camionistas dando-lhes passagem, ajudando-os muitas vezes na procura de endereços em terras que eles desconhecem.
No entanto, há meia duzia de dias, para surpresas dos bem falantes, dos jornalistas e dos governantes e dos politicos em geral, os camionistas uniram-se, mostrando uma grande capacidade de reeinvidicação.
Não fizeram mais que aderir aos pedidos dos Presidentes da Republica para que O POVO NÃO SE RESIGNE E MANTENHA O SEU DIREITO À INDIGNAÇÃO.
Há sempre excessos, como em todas as profissões, só não há excessos naqueles que ganham ordenados milionários ou têm reformas douradas. Mas para estes excessos contribuem sempre as televisões que, sabe-se lá com que objectivos e a mando de quem, insistem na recolha de imagens violentas o que provoca mais violencia e até um certo apetite para a "cena"
Mas este acto dos camionistas provocou aquilo que o primeiro ministro disse - QUE O ESTADO ESTEVE VULNERAVEL.
O alerta que faço é que agora foram os camionistas, mas já se fala nos taxis e nos agricultores. Todos terão as suas razões. O pior será quando chegar à alimentação.
O que não pode continuar é o facto de as petroliferas estarem a sugar todo um povo, no seu trabalho, no seu suor, provocando-lhe as lágrimas duma vida desfeita e eternamente hipotecada.
E não pode o Sr. Presidente da Republica assistir a tudo isto, sem aparentemente mexer uma palha.
Prevejam o tsunami enquanto é tempo, mas prevejam-no tomando as precauções próprias para desafogar a vida do povo português, principalmente dos mais desfavorecidos e não como é costume, favorecendo e acautelando os bolsos dos ricos e poderosos.
Porque não sei se se lembram que há idosos em Portugal a receber 130 €uros por mês... (26 contos na moeda antiga)
Leandro Guedes

1 comentário:

alcinda leal disse...

Estou inteiramente de acordo,Leandro!
O que será mais preciso para alterar esta fuga para a frente a que assistimos neste mundo globalizado?
Bom fim de semana!