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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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sexta-feira, 25 de abril de 2008

A vida dum soldado (versos do Costa)


A VIDA DE UM SOLDADO

Para a tropa fui chamado
A cumprir o meu dever
Nas fileiras do exército
Aprendi a obedecer

Na vida civil protestava
Ao que o meu Pai me dizia
Pois aqui é tão diferente
Como a noite do dia

Quando fui mobilizado
Bastante me custou
Sabia que vinha sofrer
Mas não pude dizer não vou

Abandonei minha família
Com esperanças no coração
De voltar ainda um dia
Ao terminar a comissão

Dias alegres e tristes
E assim se vão passando
Até que cheque o dia
Que estou desejando

Tinha medo quando cheguei
À Província da Guiné
Agora estou mais calmo
Já sei o que isto é

E assim tenho escapado
Protegido pela sorte
Porque aqui é tudo mau
Desde o Sul até ao Norte

Cheguei a sair do quarto
A chover quanto podia
Junto dos meus camaradas
Sem nenhum saber pra onde ia

Rompendo na escuridão
Sem se ouvir uma voz
Mas a esperança de voltar
Andava sempre com nós

Esta cor tão diferente
Daquela que eu ia criando
E com eles passo a mocidade
Nesta terra desterrado

José Costa
Guiné, 1968

1 comentário:

carlos disse...

Viva.
Espero que isso dos ouvidos tenha passado.
Naquele tempo havia de ser pior, pois de certo nem havia defesa ao ruido.
A artilharia foi escolha ou imposição ?
Um abraço e bom fim de semana.