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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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segunda-feira, 21 de abril de 2008

25 de Abril - Já lá vai Pedro Soldado...

Foto do cap. Salgueiro Maia



Já lá vai Pedro Soldado
Num barco da nossa armada
E leva o nome bordado
Num saco cheio de nada.

Triste vai Pedro Soldado

Branda rola não faz ninho
Nas agulhas do pinheiro
Nem é Pedro marinheiro
Nem no mar é o seu caminho.

Nem anda a branca gaivota
Pescando peixe em terra
Nem é de Pedro essa rota
Dos barcos que vão à guerra.

Nem anda Pedro pescando
Nem no mar deitou a rede
No mar não anda lavrando
Soldado a mão se despede

Do campo que se faz verde
Onde não anda ceifando
Pedro no mar navegando.

Onde não anda ceifando
Já o campo se faz verde
E em cada hora se perde
Cada hora que demora
Pedro no mar navegando

E já Setembro é chegado
Já o Verão vai passando.
Não é Pedro pescador
Nem no mar vindimador
Nem soldado vindimando
Verde vinha vindimada.

Triste vai Pedro Soldado.
E leva o nome bordado
Num saco cheio de nada.

Soldado número tal
Só a morte é que foi dele.
Jaz morto. Ponto final.
O nome morreu com ele.

Deixou um saco bordado e era Pedro Soldado

Poema de Manuel Alegre

(também enviado pelo Pica Sinos)

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