.

--

Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

-

"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


.

.
.

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART
EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

Facebook

Para abrires o nosso FACEBOOK, clica aqui


______________________________________________________________

domingo, 30 de março de 2008

Livro do Alf. António Julio Rosa

Foto da capa do livro, que está exposta no blog da força aérea, abaixo mencionado
Já encontrei o nome do livro do alf. Rosa, que foi indicado pelo Pica Sinos. A editora é Campo das Letras
Aqui vai um excerto dum texto do blog dos especialistas da Força Aérea, que podem procurar em "Blogs simpácticos"

"Memórias de um Prisioneiro de Guerra"

É bonito e comovente recordar o passado!
Camarada,Victor Barata,antes de mais quero dar-te os parabéns por criares este espaço que nos tem trazido apontamentos dignos de serem contados passados tantos anos, que,para além nos recordarem tempos antigos,têm passagens que só a Guerra nos proporcionou.
Ando algum tempo para entrar neste "NOSSO" Blogue,mas,embora tenha sido,com muito orgulho,ZÉ,fiz a comissão em Angola,e não sabia se seria possível entrar nesta,que agora digo,"Nossa" casa,mas depois de falar contigo,confirmei que continuamos a ser uma grande e unida família,OBRIGADO!
Fiquei surpreso com a mensagem anterior,desconhecia a existência de tal obra,mas já consultei a editora no intuito de me dizerem onde posso adquiri-la, em Gouveia ou se é possível enviar á cobrança.


Aproveito também para vos falar do Livro "Memórias de um Prisioneiro de Guerra" escrito por um camarada(1) do exército que foi capturado juntamente com mais dois companheiros.
É uma obra que é digna de ser lida para se poder avaliar o sofrimento destes homens que na flor da sua juventude, passaram alguns anos em cativeiro.
O local que lhes destinaram para ficarem prisioneiros,chamava-se"MAISON DE FORCE",em Kindia,era uma prisão de trabalhos forçados.
Na página 82/83 desse livro, pode ler-se isto:
"Os guardas daquele estabelecimento prisional,na Guiné Conacry,levaram-nos para o interior e fecharam-nos em celas individuais.Estas eram de tamanho muito reduzido e só deixavam ver um pátio central,através das grades,colocadas na parte superior da porta de ferro.Fiquei muito confuso e levantaram-se-me muitas dúvidas: Que mal teria eu feito àquele país,para me terem prisioneiro?!... Seria que nos iriam sujeitar a trabalhos forçados,como sugeria o nome da prisão?!...Estava deveras muito apreensivo
quando,inesperadamente,alguém abriu aporta da cela!...
Com espanto,vi um guarda acompanhado por um homem,de raça branca,com uma barba loira enorme.Pensei imediatamente:Só me faltava haver aqui cubanos!... Afinal estava enganado!... Estendeu-me a mão para me cumprimentar e perguntou-me se estava bom.A minha expectativa manteve-se!... Quem seria aquela personagem?...Ao apresentar-se-me dissiparam-se as dúvidas:
-"Sou o Lobato(2)!...Sou piloto da Força Aérea e estou aqui,como prisioneiro,há mais de quatro anos!..."
Vale a pena ler,hoje,o que os nossos Camaradas sofreram ontem,mas que felizmente,julgo estarem bem se saúde,que bem merecem.
Obrigado Victor.
Saudações ESPECIAIS!
António Ferreira OPC 2/68

(1) António Júlio Rosa,natural de Abrunhosa-a-Velha,Concelho de Mangualde.
Alferes Milº. Atirador/Artª.

(2)António Loureiro Sousa Lobato
Sargº.Pil.Av

VB-Ferreira tu e TODOS os militares,independentemente da província onde estiveram ou o RAMO DAS FORÇAS ARMADAS que representaram,têm sempre esta porta aberta para o que entenderem dever contar.
de biavisa:
Visito o seu blog porque acho útil dar-nos a conhecer o que se desconhecia. Talvez por ser proíbido e tendo tido 2 irmãos na guerra,não na Guiné, nunca me lembro de lhes ouvir histórias semelhantes. Porque regressaram sãos e salvos, talvez optassem por pôr uma pedra no assunto. E naquela altura, até talvez fosse melhor pois sabiam o que tinha sido doloroso para nós. Hoje e apesar dessa guerra ser uma parte negra da nossa história, que eu acho devemos esquecer, gosto dos relatos que fazem para ficarmos, na matéria, menos ignorantes.

3 comentários:

biabisa disse...

Visito o seu blog porque acho útil dar-nos a conhecer o que se desconhecia. Talvez por ser proíbido e tendo tido 2 irmãos na guerra,não na Guiné, nunca me lembro de lhes ouvir histórias semelhantes. Porque regressaram sãos e salvos, talvez optassem por pôr uma pedra no assunto. E naquela altura, até talvez fosse melhor pois sabiam o que tinha sido doloroso para nós. Hoje e apesar dessa guerra ser uma parte negra da nossa história, que eu acho devemos esquecer, gosto dos relatos que fazem para ficarmos, na matéria, menos ignorantes.

Raul Pica Sinos disse...

Dos meus contactos com o Contino ficamos de escrever algo recordando o tempo do seua cativeiro em Conacry
Pica Sinos

Raul disse...

Penso estar com o Contino em Salir do Porto e aí ver da possibilidade de o convencer para tal
Pica Sinos