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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

De arrogante a... recflectido!

Esta narrativa retrata um pouco da mentalidade deste Portugal. Eu e o Pica Sinos, aquando da concentração do BART 1914 no quartel da Parede, dias antes de embarcarmos para a Guiné, tomamos contacto como era habitual na tropa, com o pessoal de Lisboa, pois sempre havia mais aproximação de hábitos, conhecimento de locais, vivências comuns etc. Depois de conseguido um grupo, jantarista e copofónico que até nem era só de pessoal de Lisboa - lembro entre outros furriéis, o protagonista desta história, o Bagulho e o saudoso Rato - convivemos juntos aqueles dias até ao embarque e naturalmente começamos alguns a tratar-nos por tu. Esse tratamento continuou em Tite, e uma certa tarde, estando como habitualmente sentados no bloco de cimento das traseiras do edifício das Tms em amena cavaqueira, o dito furriel - que já não recordo o nome - virou-se para o Pica Sinos e com ar emproado comentou: “Ó Pica, não me trates por tu, pois o comandante ou algum oficial podem ouvir e dá mau aspecto” o Pica - com aquele ar altivo e ao mesmo tempo gozão, que lhe era peculiar ( e que eu admirava) retorquio: “Tem razão, desculpe meu furriel, não se volta a repetir”. Passados dias, tivemos mais um daqueles desgraçados ataques ao aquartelamento com todas as costumadas tragédias de destruição, de mortos e feridos. Ainda mal refeitos da véspera e como a vida tinha que continuar, e há que virar umas cervejolas para esquecer, lá voltou o pessoal do costume para o bloco de cimento, e prá cavaqueira. Aparece o tal furriel, juntou-se ao grupo - ninguém lhe ligou nenhuma - esteve uns largos minutos calado e por fim virou-se para o Pica Sinos e em palavras que não recordo exactamente, pediu desculpa pela atitude e que “afinal estamos cá todos e elas (as balas, as granadas) não trazem nome”. A propósito...centenas de homens de vinte e poucos anos, condicionados a um local limitado durante dois longos anos, em ambiente de guerra, tinham forçosamente de criar atritos, zangas e por vezes cenas de pugilato !! o pessoal deixava de se falar...havia um ataque...tudo se esquecia e o espírito de corpo voltava cada vez mais sólido. Intimamente pensavamos que amanhã, um ou alguns de nós, poderiamos estar feridos ou mortos !! Zé Justo. e diz o Pica: Grande Justo Também não me lembro quem foi o gajo. Mas era mesmo assim. A história que ainda hoje te vou mandar vai no mesmo sentido. Mas depois o comboio entra nos carris. Tu dirás mas o subtitulo diz de forma clara o comentário final que pessoalmente acho forte para o fim a que se destina. Mal não faz. O que dizes é bem verdade. Daqui a pouco acabo nova história e esta passou-se contigo. Vá conta mais Pica Sinos

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